Sobre

Acho que o que mais me atrai sobre F. Scott Fitzgerald – ou Scott, que era como ele gostava de ser chamado – é a humanidade de sua história no sentido mais simples da palavra. Deixemos de lado, por alguns instantes, a genialidade do autor e nos foquemos no homem cuja vida foi similar a da maioria de nós mesmos: sem dinheiro, sem trabalho, preocupado com a família, exausto dos percauços do dia-a-dia. O Scott famoso, rico, desejado, casado com uma it-girl, durou pouco. O homem comum com problemas mundados se eternizou nas incontáveis trocas de cartas com as mais diferentes personalidades da época.

Scott, assim como nós, manteve a esperança de dias melhores, ainda que muitas vezes estivesse a beira de perder a fé naquilo que acreditava. São exatamente esses os fatores que o aproxima de nós, torna-o tocável, plausível, humano, atraente. Note que, quando pensamos em grandes nomes da história, da arte, da literatura, geralmente nos distanciamos deles como se fossem criações de mentes anteriores, entidades perfeitas que ninguém tem certeza de que realmente existiram. Scott era diferente.

O famoso surto, ou Crack-up, é o título do conto de 1938 e dá o nome a esse blog. Não há pretensões de análises literárias profissionais, pois nem de longe caio na categoria dos estudiosos da área. Minha descobertas são amadoras, impressões pessoais, sinceras e possivelmente equivocadas sobre as obras dele. Não há lucro nem compensação monetária em nenhuma das palavras aqui escritas, apenas alguém que gosta muito do que lê e sente vontade de falar sobre isso.